19 de junho de 2012

Psicoterapia



"Inconscientemente, sabemos tanto e muito mais do que conscientemente".
Milton Erickson


Possivelmente, uma pessoa que chega ao consultório de psicoterapia já tentou conscientemente de tudo para solucionar a  situação ou dificuldade trazida. 

A abordagem ericksoniana proveniente dos ensinamentos Dr. Milton Erickson, trabalha além do nível consciente o nível inconsciente. Erickson afirma que este último pode ser o melhor amigo do homem. A nossa mente inconsciente é constituída por todos os aprendizados no decorrer da vida, dos quais muitos já fora esquecidos completamente, mas servem no funcionamento automático. A psicoterapia consiste em trabalhar com esses níveis de comunicação (Cs e ICs) e eliciar a riqueza, as possibilidades e os recursos que o inconsciente oferece para a promoção de mudanças.


     Um dia estava voltando da escola secundária quando um cavalo desenfreado passou a toda a brida perto de nós e entrou no estábulo de uma granja...atrás de uma talagada d'água. O animal borbulhava de suor. Mas o granjeiro não o reconheceu, de modo que o encurralamos. Pulei no lombo do bicho...como ele tinha rédeas, agarrei-as e lhe gritei: "Eia!"...encaminhando-o para a estrada. Eu sabia que o cavalo tomaria o rumo certo...Não sabia qual era esse rumo. E ele trotou e galopou. De vez em quando esquecia que estava na estrada e entrava no campo. De modo que eu tinha de puxar-lhe um pouco as rédeas, fazendo-o ver que a estrada era pra lá. Por fim, uns seis quilômetros do local onde eu havia montado, o cavalo entrou num estábulo e o granjeiro disse: "Ei-lo que finalmente volta. Onde você o encontrou?

     - A uns seis quilômetros daqui - respondi.
     - Como você sabia que ele chegaria aqui?
   - Eu não...ele é que sabia. Tudo o que fiz foi manter sua atenção concentrada no caminho.


Bianca Galindo

18 de junho de 2012

Caçador de mim


Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim

Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim

Milton Nascimento


Contra-mão ou mão?

Quando todas as pessoas se colocam de acordo a respeito de uma opinião ou uma atitude ou maneira de atuar, manifesta-se um consenso, que dita uma norma. Quando uma norma é adotada por muitos, cria-se hábitos.

Isso comumente ocorre na nossa criação, acabamos introjetando alguns comportamentos dos nossos pais, amigos e outras referências presentes no nosso caminho. A introjeção desses hábitos deveria ter a finalidade  de proteção e equilíbrio físico e mental. Nesse sentido, ocorre uma "naturalização" desse processo de que tudo que a maioria das pessoas sente, pensa ou faz deve ser considerado normal e seguido por todos. E a sociedade acaba por desenvolver uma espécie de guia ou roteiro a que todos devem seguir para se sentirem felizes e normais. Numa sociedade capitalista então, o caminho rumo à normalidade acaba sendo bem perigoso. 

Infelizmente, nem todas as normas ou hábitos são benignos, e o que abrange uma maioria acaba por restringir, pois não abarca a outra parte. 

A reflexão e o questionamento podem fazer parte do nosso cotidiano. A introjeção pode passar pela peneira pessoal, fazer alusão a quem somos, o respeito a nossa expressão, que são como digitais, são únicas.


Faço um convite a todos se perceberem e perceber determinadas características que se assumem. O que elas provocam? Bem-estar, autonomia, felicidade ou sofrimento, mal-estar e doenças. Dessa forma, poderá encontrar o SEU melhor sentido de caminhar.

Pensar ou andar na contra-mão pode ser a sua mão!






Bianca Galindo